Educação Libertadora

Mudança, esta é a máxima dos últimos tempos! Mudanças organizacionais, profissionais e no ambiente competitivo é uma tendência que não vai parar por ai, muito pelo contrário, ainda vamos ouvi-las por muito tempo. Para se continuar competindo, existindo, gerando resultados e atendendo a seus clientes, os empresários precisam desenvolver e trabalhar ao máximo seu maior ativo dos últimos tempos, “o homem”, o profissional e toda a sua complexidade.

Tenho observado no mercado que para se conseguir resultados mais rápidos e atender a necessidade do cliente, os empresários investem maciçamente em processos de transformação empresarial. Estes processos, na maioria das vezes, visam customização de processos, melhoria das tecnologias, das estruturas internas e físicas do negócio, modernização de maquinários, busca de talentos, etc., tudo para atender a uma estratégia maior que garanta a perpetuidade do negócio e a fidelidade de seus clientes. Neste cenário tem-se observado um esforço muito grande, por parte das empresas, em mudar rápido, mudar para melhor ou simplesmente mudar por mudar, porque é moda e tendência, sem sequer calcular as perdas e os riscos existentes por trás de todo este processo.

Em muitos dos casos, ao iniciar o processo de implantação da mudança, os dirigentes e líderes, por muitas vezes tendem a deixar de lado, para segundo plano, quem na verdade vai ser o veículo de toda a transformação e viabilização do processo de mudança, o “HOMEM”, o profissional, as pessoas e suas equipes. É necessário despertar para este ponto, rever e incluir nas estratégias corporativas a curto e médio prazo o desenvolvimento dos talentos humanos, investindo na capacitação das competências técnicas, de negócios e comportamentais, além da comunicação interna, para que os líderes possam trabalhar as resistências normais das pessoas, que se atenuam quando o novo precisa ser estabelecido nesse tipo de processo.

Trabalhar a comunicação com as equipes, estimular o homem a pensar, a refletir, a se responsabilizar por algo que ele mesmo construiu, é o caminho certo, é o único caminho na verdade que levará o homem a uma libertação de sua mente através da educação no trabalho e pelo trabalho. Paulo Freire, em seu livro, “Educação e Mudança”, foca que o homem quando age, reflete sobre a sua ação e produz uma nova ação, ele está se esforçando e se co-responsabilizando para que a mudança aconteça sem resistências, dentro de seu limite e experiência. Quanto mais se força uma mudança externa e mandatária, mais se rema contra a maré. Quanto mais se investe na mudança psicológica do comportamento do homem, se educa, se explica as coisas, ouve sua opinião e o inclui em todos os processos construtivos e decisórios, através de comitês de implantação e com o apoio facilitador e estratégico do RH, mais rápido será a execução das estratégias e o resultados. O homem consciente trabalha mais e melhor, porque entende que existe uma relação de construção e equidade em cada tijolo organizacional construído, elevando o moral e a auto estima dos profissionais, mobilizando para que o verdadeiro trabalho em equipe de alto desempenho aconteça.

 

Cássia Albuquerque, Sócia da Alcance Soluções Empresariais – Conselheira Adm.da ABRH.

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